Expor o painel: o que muda e o caminho que menos muda
No momento em que o painel vai para a internet, a página de acesso fica visível para todo mundo e tentativas automáticas a encontram em horas. Há três caminhos, e o que mais protege nunca deixa o painel visível.
AtlasPVE ·
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O servidor está em casa ou no escritório e você quer alcançá-lo de fora. A pergunta é legítima, mas a resposta não é "faço ou não faço", é "por qual caminho".
O que muda no momento em que você faz isso
O painel deixa de ser um lugar que só quem está na sua rede alcança. A página de acesso fica visível na internet, e páginas de acesso visíveis na internet são testadas automaticamente. Isso não é um ataque dirigido a você, é um ruído de fundo constante que encontra um endereço recém-aberto em questão de horas. A questão não é alguém te mirar, é a sua vez chegar sozinha.
Três caminhos
O primeiro: não expor. Você entra primeiro na rede e depois usa o painel como se estivesse em casa. O painel nunca fica visível de fora, então não existe página de acesso para testar. É o caminho que menos muda e mais protege.
O segundo: colocar uma porta na frente. O painel não fala primeiro; uma camada que confere quem você é recebe o visitante, e só depois se chega ao painel. O painel continua não sendo a primeira coisa com que um desconhecido conversa.
O terceiro: expor diretamente. A porta é encaminhada para fora e tudo repousa nos ombros da página de acesso e do certificado. Dá para fazer, mas a sua defesa passa a ser uma única camada.
O mínimo se você expuser
O segundo fator não é uma preferência. O trabalho diário não deveria ser feito como root, porque uma conta com privilégios completos atrás de uma porta aberta para fora multiplica dois riscos. O certificado deve ser real, e a razão não é a criptografia em si: se você vê um aviso a cada acesso, você se acostuma a clicar por cima dos avisos, e no dia em que o aviso de verdade chega, você clica por cima dele também.
Para que serve limitar tentativas
Limitar tentativas malsucedidas não para alguém decidido. O que ela faz é mais valioso: corta o ruído de fundo, de modo que os eventos que sobram no registro são os que realmente merecem um olhar. Um registro que produz milhares de linhas o tempo todo não é lido, e um registro que não é lido não existe.
Duas coisas frequentemente esquecidas
Expor o painel expõe o console. Quem entra no painel entra também nas telas das máquinas, ou seja, na sessão de cada máquina virtual lá dentro. O que está atrás do painel importa tanto quanto o próprio painel.
E o acesso remoto ao shell é uma porta separada. Fechar uma não fecha a outra; as duas se pensam separadamente.
O que o Atlas faz
O Atlas carrega a sessão em um cookie que os scripts da página não conseguem ler, e considera esse cookie válido só em pedidos vindos do próprio site, de forma que nenhuma outra página consegue fazer a sua sessão trabalhar para ela. Acessos malsucedidos são limitados: passado certo número, o pedido é recusado, e essa recusa é escrita no registro. A resposta de acesso não distingue uma conta existente de uma inexistente, então quem varre nomes de usuário de fora não consegue montar uma lista. Nada disso torna seguro expor o painel; isso define em que chão você está se escolher expor.
Fontes
A documentação oficial do Proxmox. Em inglês, e é ela que dá a palavra final neste assunto.