Como se lê o mapa de rede: para onde vai o tráfego de uma máquina

Existe uma pergunta que a visão em lista responde mal: por onde exatamente passa o tráfego desta máquina. Dá para responder, mas só montando a corrente de cabeça toda vez.

AtlasPVE ·

Este verbete responde a

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  • em qual ponte está minha vm do proxmox
  • proxmox mapa de rede
  • visualizar conexões do proxmox

Visões em lista respondem bem a "o que existe": tantas máquinas, tantas pontes, tantas placas. Elas não respondem com a mesma facilidade a "por onde passa o tráfego desta máquina". Dá para responder, mas você precisa abrir quatro telas e juntar a corrente de cabeça, e precisa juntar de novo toda vez que perguntar.

Por que um mapa não é uma lista

Todos os verbetes de rede deste wiki descrevem o mesmo método: siga a corrente. Máquina, ponte, porta física, mundo externo. Uma lista não te entrega essa corrente, entrega as peças dela; a corrente você monta toda vez. Um mapa é a corrente.

A diferença aparece durante uma falha. Num dia calmo, percorrer quatro telas não custa. Quando algo não funciona e a hora está adiantada, uma corrente mantida de cabeça se junta errado.

Os elos que um mapa precisa ter

Em ordem: o mundo externo, a porta física, a agregação se houver, a ponte, a marcação se houver, e por último a própria máquina. Se faltar um desses elos, o mapa fica bonito e inútil, porque é justamente no elo que falta que você trava.

O que um mapa não deve fazer

Ele não deve ser bonito ao custo de ser verdadeiro. Um mapa que desenha uma linha que não existe, ou que omite uma que existe, é pior do que uma lista: uma lista te obriga a pensar, um mapa errado te convence a ter certeza.

A diferença entre um esquema desenhado e um mapa vivo

Um esquema desenhado uma vez não consegue te dizer duas coisas: se aquele enlace está carregando tráfego agora, e se uma regra está filtrando. As duas são perguntas feitas durante uma falha. Um esquema na parede não descreve a realidade seis meses depois; um mapa vivo mostra o que há.

O que se procura num mapa

Uma máquina ligada a nada. Se a placa de rede dela fica solta, o assunto está no primeiro elo da corrente.

Uma ponte sem porta física. As máquinas nela se enxergam e nada além. É a imagem do sintoma "as máquinas se enxergam mas não tem internet".

Uma marcação presente de um lado só. Se a marcação está de um lado e do outro não, nenhum erro aparece e nenhum pacote passa.

Duas máquinas que não deveriam se enxergar postas na mesma ponte. É aqui que o que você achava separado se revela não separado.

Onde o mapa não enxerga

O mapa mostra o que o hospedeiro informa. O que acontece dentro de uma máquina virtual não está neste mapa: o firewall dela, o roteamento dela, as configurações dela. No caso "no servidor está tudo aberto mas não consigo conectar", o mapa vai te parecer limpo, porque o lado do servidor está mesmo limpo.

Saber disso não enfraquece o mapa, permite usá-lo direito: o mapa elimina o lado do servidor, e sobra o interior da máquina.

O que o Atlas faz

O Atlas desenha a corrente de ponta a ponta em uma tela só: o mundo externo, as placas físicas, os enlaces agregados se houver, as pontes, as interfaces marcadas e, na ponta, as máquinas virtuais e os contêineres. Ou seja, todos os elos acima estão no mapa, e você não precisa abrir uma quarta tela.

A espessura das linhas acompanha o tráfego ao vivo, então você vê de relance qual enlace está realmente trabalhando; essa é uma das duas coisas que um esquema desenhado não consegue dar. A segunda fica nos próprios nós: se numa interface o firewall está ativo e há uma marcação, o mapa mostra isso ao lado da máquina.

O que os símbolos significam está escrito na legenda do próprio mapa, então você não precisa decorar cor nem formato.

Fontes

A documentação oficial do Proxmox. Em inglês, e é ela que dá a palavra final neste assunto.

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