Uma máquina virtual está sem rede: olhar na ordem certa
Quase todo mundo começa a procurar dentro da máquina, que é o último lugar para olhar. A corrente tem quatro elos, e o sintoma diz qual deles rompeu.
AtlasPVE ·
Este verbete responde a
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A máquina liga, funciona, mas não tem rede. O primeiro reflexo é entrar na máquina e olhar as configurações de rede dela, e isso normalmente custa tempo, porque aquele é o último elo da corrente.
Primeiro, enxergue o formato da corrente
No servidor existe uma ponte, e essa ponte se comporta como um comutador. A placa de rede da máquina virtual está ligada nesse comutador. O comutador, por sua vez, está preso a uma porta física. A corrente é: máquina, ponte, porta física, mundo externo. Se um desses elos rompeu, o interior da máquina parece perfeitamente saudável, o cabo parece conectado, e o tráfego não vai a lugar nenhum.
Primeiro elo: a placa está na ponte certa
Veja em qual ponte a placa de rede da máquina está ligada. Máquinas nascidas de um modelo, ou trazidas de outro servidor, continuam carregando o nome da ponte antiga. Se esse nome não existe mais neste servidor, a placa não está ligada em nada.
Segundo elo: a ponte tem saída
Se uma ponte não contém nenhuma porta física, essa ponte é um comutador voltado só para dentro: as máquinas nela se enxergam e nada além. Às vezes isso é de propósito, às vezes é pulado durante a instalação. O sintoma "as máquinas se enxergam mas não tem internet" aponta quase sempre para cá.
Terceiro elo: a questão da marcação
Se a sua rede usa tráfego marcado, o que o comutador acima espera e o que a máquina envia precisam coincidir. Enviar sem marca onde se espera marca, ou o contrário, não produz erro nenhum. Tudo parece certo e nenhum pacote passa. Por ser silencioso, esse é o elo que mais devora tempo.
Quarto elo: agora o interior da máquina
Quando você chega aqui, há três coisas para conferir, e as três apontam para lugares diferentes. Se nenhum endereço é obtido, o problema está mais acima. Se há endereço mas nada sai, olhe o gateway. Se tudo funciona mas os nomes não resolvem, a questão é resolução de nomes, não a rede. Separar esses três sintomas é metade do diagnóstico.
Existe também a armadilha da clonagem: se uma máquina copiada carrega a mesma identidade de rede da origem, o mesmo endereço é entregue a duas máquinas e a conexão cai em revezamento.
O caso "ontem funcionava"
A corrente ontem era a mesma, então procure o que mudou: um firewall dentro da máquina, uma regra no lado do servidor, ou um registro vencido em quem distribui os endereços. Numa instalação que funcionava ontem, o esquema de pontes raramente se desfaz sozinho.
O que o Atlas faz
Na página de rede o Atlas mostra as portas físicas, as pontes, os endereços e as rotas no mesmo lugar, então você segue a corrente acima olhando em vez de montá-la de cabeça. Quando você muda a configuração de rede, começa uma contagem regressiva de reversão: se você não confirmar, a configuração antiga volta sozinha, e essa contagem roda no servidor, não presa ao seu navegador. Ou seja, uma mudança que corta a sua conexão não te deixa trancado do lado de fora.
Fontes
A documentação oficial do Proxmox. Em inglês, e é ela que dá a palavra final neste assunto.